Orléans!

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2/8

Um dia completo! 🙂

Começou pelas 5 horas da manhã, depois de um sono reconfortante, embalado pela viola e a voz de um jovem inglês (rastas a pedir um belo banho), e su muchacha, que, vizinhos de tenda no camping de Paris, resolveram, noite dentro, tocar, cantar, e encantar, todos os vizinhos.

Devo dizer que aquela zona de tendas estava absolutamente caótica. Jovens e menos jovens vão chegando ao longo do dia e montando as tendas nos buraquitos que encontram. As espias por vezes entrecruzam-se e para sair de manhã cedo tive que fazer rally com a bike…e mesmo assm deitei uma espia abaixo!

Adiante! Foi muito agradável aquele adormecer ao som da viola, e de Cat Stevens, Beatles, Joan Baez, emtre diversos outros cantantes do meu tempo, tanto mais que os dois “artistas” tocavam e cantavam num tom baixinho, que não incomodava ninguém. Por vezes chegaram mesmo a entusiasmar alguns vizinhos que, dentro das suas tendas, trauteavam e acompanhavam a letra das canções. Muito engraçado! 🙂

Cinco horas da manhã, alvorada!! Saída pelas 6h05, em direcção ao Arc du Triomphe, e Tour Eifell …nada como pela madrugada, sem os barulhos e stress de uma grande capital turística,  revisitar com a bike estes locais!

Pelo percurso, a presença de Portugal por todo o lado! 🙂

Almocei, às 10h30 (!!!), num restaurante de estrada, Le Relais, que publicitava: “Specialitées Portugaises et Françaises”. Curioso, pensei, ora aqui está um conterrâneo de certeza! Entrei, sala vazia, balcão abandonado, aspecto banal …entrei cozinha a dentro e atirei: “BOM DIA Portugal”!!!

A resposta um pouco tímida, veio do “patrão” –  “bonjour…”, e eu retruquei: “mas é bom jour ou bom dia?” Ao que o Mealhadense (não sei se é este o nome do pessoal da Mealhada, se não for que me perdoem) respondeu: “é como quiser”!

E a partir daí, foi só em português. Ao lume uma feijoada, que ainda estava no princípio! Que pena imensa! Mas, à falta de uns petiscos portugueses, comi um belo naco de vitela com ovo a cavalo, e as belas das frites!!! A ouvir a RTP, e a tomar conta das notícias do dia… aumento dos transportes, ministro da economia (falta de experiência política e de alguma sensibilidade também!) e por aí fora! Pesados portugueses, foi um monte deles… de vez em quando buzinando a jeito de cumprimento!

Retomei a direcção de Orléans, no Vale do Loire, 125 km mais a Sul. Tempo agradável, meio sol/meio nublado, um pouco morno de mais para o esforço! Pelas duas horas já conversava com um local, que encontrei na praça principal de Orléans e que conhecia “muito bem” Portugal, tinha estado no nosso país várias vezes, a maior das quais em Coimbra, durante três meses!

A bandeira e o aparato na bike geram sempre alguma curiosidade e puxam pela conversa. Explicações dadas sobre a terra de Joana d’Arc – Orléans, e sobre as principais atracções da terra, segui em direcção ao Posto de Turismo onde recebi documentação sobre as rotas ciclísticas ao longo do Vale do Loire, entre outras informações.  Devo dizer-vos que, este vale é um encanto, pelo que já pude perceber e visitar! Merece uma visita de moto com a Maria….! Hehehe! Fantástico 🙂 E Orléans, um mimo de cidade, muito bonita e muito arranjada!

Amanhã, segue vale do Loire e mais algumas surpresas fotográficas!

Abraços,

João

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Oh la la!

31/7

Hoje a viagem foi muito engraçada! 🙂

Desde logo porque estava a cerca de 60 km do destino, o Camping do Bosque de Bolonha, em Paris, e portanto, não tinha a pressão de ter que andar “rápido” para não desgastar demasiado o corpo. (Existe uma relação ideal entre o ritmo de pedalada e o tempo em cima da bicicleta. Se o ritmo for demasiado lento, o desgaste de passar horas a mais sobre a bicicleta, é tão ou mais cansativo do que imprimir um ritmo mais vivo, mas que reduz em duas ou três horas o tempo de esforço)

E portanto levantei-me calmamente pelas quase 8 horas, tomei um belo de um pequeno almoço na tenda, arranjei-me sem pressa, gozando o prazer do sol matinal, e arranquei pelas 9h15. Pelo caminho fui “brincando” um pouco com o gps: “agora não vou por aqui, vou por ali e depois retomo a rota mais adiante…!” – claro que, num dado ponto deu asneira!! 😀

Que deu origem ao encontro com um calmeirão, de 60 anos, apaixonado pelo ciclismo, e que me levou a casa, e reestudou na internet, comigo, uma alternativa de percurso, para a entrada em Paris. (É que de bicicleta nem todas as entradas são possíveis…). Para os mais curiosos, convém dizer que a esposa, muito simpática, desde logo me ofereceu uma cola e alguma coisa para comer, que eu acabei por recusar! Muito simpáticos e prestáveis! 🙂

Mais adiante, passa por mim um senhor, num Renault azul metalizado, que faz o gesto que reconhecemos como “fixe”, e segue cada um o seu caminho, que se retoma um pouco mais à frente num semáforo vermelho. A seguir ao cruzamento, o mesmo senhor, Monsieur Christian, encosta meio sobre a berma meio sobre a estrada e quando eu vou a passar baixa o vidro, pelo que desde logo parei e ataquei: “Bom dia! Então é de onde?”

Que recebeu como resposta um: “Comment? Je comprends rien…” eheheh Lá rectificámos o enquadramento linguístico, para o meu francês meio macarrónico, mas que dá pra nos entendermos perfeitamente, e, devo confessar que passei mais de meia hora a conversar. De tal forma que, às tantas, chega um autocarro que não consegue passar, e eu tenho que ir por a bicicleta mais à frente para vir retomar a conversa. M.Christian, 61 anos, é um apaixonado pelo ciclismo. Segundo afirmou foi quase um profissional e fez competição durante 5 anos  (em pista)!

Com os seu conhecimentos técnicos, apercebeu-se de que a bicicleta estava muito bem montada, e curioso, quis saber logo pormenores técnicos, e tudo sobre a viagem. Que estava cheio de inveja, que todos os anos ainda faz alguma coisa deste género, mas apenas em França, mas se fosse mais novo… Que as melhores férias que passou desde sempre foram as férias que ia fazendo com os amigos –  10 dias, três semanas, com raides deste tipo, pela Costa da Normandia ou Holanda (alguns dos exemplos que me contou)!

Devo dizer-vos que, por vontade mútua, podíamos estar por ali à conversa até agora…mas a razão impôs-se e aproveitei a chegada de uma conterrânea francesa em bicicleta, interpelada pelo amigo Christian que fez grande alarde da minha viagem, para me despedir e seguir caminho. Sem mais incidentes furei pelas cinturas de Paris, e cheguei ao destino pelas 14h30!

O resto do dia foi ocupado a tratar das questões habituais, beber umas cervejinhas no bar e preparar o dia de amanhã. Estudar os mapas de Paris e os sítios a visitar!

O camping é engraçado. Ao meu lado está uma tenda com dois suecos, mais ao lado duas polacas bonitas, nos seus vinte e poucos anitos, (sei que eram polacas porque lhes perguntei se eram russas, pois parecia-me que falavam russo), mais ao lado um casal entradote, italiano – ele já esteve 5 anos em S. Paulo, Brasil, pelo que optámos pelo português meio abrasileirado como lingua de comunicação, um casalinho jovem francês, outro alemão (chegaram numa bicicleta tandem, com as mochilas/alforges, e toda a trouxa na bicicleta), …e um português falador! Hehehe! 🙂

Tambem vi imensos”dois cavalos” muito giros, por aqui. Há um encontro mundial de 2CV, o 19º, e veem-se carros engraçadissimos (ver aqui algumas fotos giras!). O camping está cheio e alguns participantes da “comitiva” alemã tiveram que ir embora…barraca para a organização, que tem o grupo todo partido!

1/08

Hoje bem cedo – passeio Parisiense – com direito a fotos! 🙂

Como já conhecia relativamente bem a cidade, aproveitei para rever alguns dos sítios mais emblemáticos, sem grandes preocupações de tempo e destino!

Tive oportunidade também para estudar bem o percurso dos próximos dias e preparar as restantes etapas! Acabei por decidir antecipar a partida, e ficar apenas um dia em Paris, e assim amanhã saio com destino a Orléans! 😉

Abraços e beijinhos,

João

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Chegada a Paris-Beauvais!

29/7

O dia começou relativamente cedo, porque o corpo está tão habituado a levantar-se a horas impróprias, que já reclama movimento a partir das 6 da manhã!

Mesmo assim, teimei em manter-me na cama até às 8 e acho que ainda dormitei um pouco. Depois das habituais actividades de início de dia, seguiu-se um passeio até à pequena cidade de Saint Valery sur Somme.

Valeu a pena, a visita e a interrupção do percurso. A localidade possui um centro histórico fantástico, da idade média, muito bem recuperado e funcional, que só por si merece uma visita. Mas, além disso tem também uma marginal sobre o rio Somme, imensa, que se prolonga numa enorme baía que faz a ligação entre o rio e o mar. Simplesmente sublime! 🙂

Com o Sol ainda a ajudar…vai uma cervejinha enquanto se aprecia o virar da maré e a força do mar na enchente, acompanhada de um bulício inesperado e surpreendente de barcos dos mais diversos tamanhos e feitios, que aguardavam pacientemente o virar da maré para terem pé para poder navegar.

Joana de Arc passou por aqui, na sua campanha, e foi aqui encarcerada pelos ingleses, depois de detida e condenada. Na cidade antiga, 4 portas, numa delas a referência “Por aqui passou Joanne D`Arc no ano 1430”.

30/7

Hoje o dia correu lindamente.

Inicio da actividade pelas 6h15e chegada ao destino, Beauvais, ainda antres das 13 horas!

Pena que o Parque de campismo definido como termo de etapa estivesse fechado desde 1 de Janeiro!! Contingências da crise que por aqui tambem afecta os municípios – é que neste caso, o parque era municipal…

Bom, nada melhor do que uma consulta junto do Office du tourisme, onde, muito profissional e gentilmente me ajudaram a decidir soluções alternativas! Acabei por avançar mais alguns kilómetros, 32, perfazendo a etapa cerca de 135…e por aqui estamos, a cerca de 50 km de Paris. Seguem algumas fotos, poucas, que no percurso nada se distinguiu, para além da catedral de Beauvais!

Amanhã, vai ser um pequeno passeio hehehe 🙂 e depois, rever algumas das ex libris da capital francesa! E gozar um pouco de sol, que já tinha saudades!!!

Abraços e beijinhos,

João

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Em França!

27/7

Saída, pelas 6h15 em direcção a França. Antes foi necessário trazer todo o material do 1º andar do hotel para a rua, e montar as “peças” todas nos respectivos sítios… Encaixar o atrelado na bicicleta, colocar o saco do atrelado e apertá-lo, colocar e fixar os alforges laterais, montar a máquina fotográfica e o gps, …enfim, um canseira!! 🙂

E para não variar, mais chuva!!!! Caía uma morrinha quando saí, que a pouco e pouco foi ganhando alguma consistência e que me acompanhou quase até França. Entrei em França pelas 9h15 depois de percorridos mais de 50 km de percurso. Mesmo junto à fronteira parei numa área de serviço e desafiei o funcionário:

– Como queres que fale contigo em Inglês ou Francês?

Resposta pronta,(com alguma indignação na voz):

– Inglês, que eu não falo Francês!!!!

Esta é uma “guerra” antiga ente os Flamengos e os Valões, os primeiros representando a ala “holandesa” dos belgas, e a segunda a ala francófona. Nem mesmo junto à fronteira de França, os Flamengos admitem sequer falar francês!

Um pouco depois passo numa pastelaria/padaria com bom aspecto – hora de reforço alimentar! Sai um sumo e um croissant espectacular, e a proprietária, bonita e simpática, conduz no dia a dia uma MV AGUSTA F4. Para os mais distraídos é uma bela moto italiana, que os apaixonados do motociclismo sempre adoraram, e que é quase de competição!!!

Claro, a conversa passsou das viagens para as motos e das motos para as viagens, e estou arrependido de não ter ficado por ali mais um bocadinho, hehehe! 😉  A “mocinha” gabou o conforto e a estabilidade da BMW GS 1.2. (cá da casa), mas não podia ter uma pois era demasiado alta, pesada, e dificil de manobrar em cidade! Estava com vontade de vir a Portugal, de moto, claro, e estivemos um pouco a conversar sobre o nosso país e quais os pontos de interesse, em função das motivações e gostos pessoais desta bonita belga, a última cidadã deste país com quem falei antes de entrar em França, trezentos metros mais adiante.

Sempre animam as viagens estes pequenos contactos! Fiquei com melhor disposição de alma e tudo, lol! 🙂 É engraçada a facilidade com que dois estranhos que vivem em  locais diferentes, com culturas distintas podem encontrar afinidades que permitem manter uma conversa animada e descontraída!

Bem, adiante! Satisfeito por já me encontrar em França, quase sublimava a frustração de continuar a acompanhar-me a chuva…sempre me convenci que da França para baixo tinha garantido bom tempo… A viagem fez-se sem problemas de maior, tanto mais que os belgas tem um eléctrico (aqui chamado tram) que acompanha toda a costa, de Norte a Sul, mais de 150 km! Não dá pra enganar, é só seguir a linha do eléctrico!

Numa ou outra cidade, ainda saí para a marginal e depois de esta terminar, regressava ao caminho ao longo da linha. Em França, liguei o GPS e não houve problemas de maior! 15h15 em Calais, depois de 7 horas de viagem, mais ou menos 6h30 a pedalar, para fazer 100 km!

De toda a costa belga gostei muito da cidade De Haan. Muito elegante, muito bonita, assim uma espécie de “Vilamoura” – em comparação com Oostende, onde pernoitei e fiquei um dia e pouco, que se parece mais com a Quarteira! Com menor dimensão, claro (ou pelo menos pareceu-me), mas com o mesmo estilo de prédios altos em cima da praia e por aí fora…

Enfim, não me seduziu muito a Bélgica, apesar da cerveja e do chocolate! Vamos a ver como corre em França 😀

28-7

Hoje o dia foi uma maravilha! Choveu ainda algo durante a noite, mas pelas 6 h da manhã a tenda já estava seca. Assim, foi “embalar a trouxa e zarpar”! …era do Zé Mário Branco ou do Zeca Afonso esta? Já não sei bem…

Apesar de cinzentinho, o tempo foi-se mantendo e lá pelas 11 h chegou a abrir o sol. Pelas 13h30 já tinha percorrido os 120 km entre o camping municipal de Calais (decididamente a não recomendar!! :(), e o camping de Domaine de Drancourt, próximo da cidade de Abbeville, etapa de hoje.  Este sim, um camping muito decente! Uma quinta grande com um palacete, piscina, courts de ténis, cavalos, salão de ténis de mesa, visitas guiadas às áreas de interesse na região, provas de vinhos, restaurante, enfim, diversões multiplas, para quem gostar de trazer a família para estes projectos.

O trajecto foi feito maioritariamente sobre a costa francesa, costa de Opala, muito mais mimosa do que a belga. Aldeias pequeninas, todas bem arranjadas, com casas rústicas e antigas, de pequeno porte.  Engraçadas de percorrer, bonitas, mas acho que não consigo transmitir por fotografia nada de muito marcante.

Destaque para a memória sempre presente da 2ª Guerra Mundial nesta zona. Ao longo do último troço da costa belga e de grande parte deste percurso envolvente de Calais, ainda encontrei muitas estruturas de betão, abrigos da 2ª guerra, casamatas de linha de protecção de costa, ainda com toda a estrutura bélica associada, canhões de longo alcance para barcos, anti aéreas, metralhadoras pesadas, veículos de combate, quer alemães quer das forças aliadas, identificadas como forças da “Commonwealth”.

Impressiona tambem a  dimensão e o número de campas dos vários cemitérios de guerra (com uma organização claramente militar), que transmitem uma imagem marcante do imenso número de soldados mortos nos combates ocorridos nestes territórios.

Amanhã, aproveito o Sol, que entretanto parece ter vindo para ficar, e vou explorar o património aqui das redondezas, que, segundo os locais, merece uma visita! E, com esta paragem inesperada, retomo o timing programado para o percurso! Deixo de ter dias de folga 🙂 E, em todo o caso, estarei em Paris a 30!

Abraços,

João

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By(e) bi(k)e Holanda! Olá Bélgica :)

24/7

Hoje foi um dia terrível. Durante a noite, tempestade de vento e chuva, contínua, pegada, sempre à espera de me começar a pingar dentro da tenda. Prolongou-se pelo dia fora. Chuva constante, forte, acompanhada de vento com rajadas fortes, uma viagem desesperante!!!!

Com esta chuva toda, agravam-se os problemas de navegação. Não dá jeito nenhum abrir um mapa à chuva sempre que deparamos com um bloqueio de circulação de bicicletas…

Partida pelas 9h da manhã, depois de recusar sair às 6 (despertador inicialmente para as 5 horas), e de recusar de novo levantar-me às 7h… eheheh 🙂 Conclusão: chegada pelas 18h 45 minutos!!!

Com este tempo quase não dá para apreciar o caminho! Nem sequer tenho motivação para parar e tirar fotos. Sempre molhado, dos pés à cabeça (apesar do impermeável, o suor do esforço também molha), pés molhados, sapatos cheios de água, enfim… Valeu que, por volta das 5 horas deixou de chover, e então foi finalmente possível apreciar umas belas paisagens maritimas e urbanas.

Hoje vi focas(?), mas estava bastante longe, não dava para tirar foto com esta máquina!! Amanhã, caminho de Oostende, Bélgica! Esperemos que, com melhor tempo..

25/7 e 26/7

O percurso de saída da Holanda para a Bélgica foi feito com grande entusiasmo. Por um lado, caminho para áreas com condições climatéricas mais “apresentáveis” para esta altura do ano. Por outro, chegar à Bélgica, é estar na França num pulinho…e França já é quase casa… 😉

O tempo amanheceu lindo, e o Parque onde dormi para esta última etapa era fantástico. Muito bem arranjado, com muita higiene, em tudo, nos espaços exteriores, no balneário, no bar e restaurante e o ambiente era muito familiar.

Que belo entrecôte me foi servido, por um holandês, John, e su muchacha, espanhola de Alicante, de nome Francisca mas alcunha Paqui, que trabalha com o marido, no Eet Café, (Comoda e café, em tradução à letra), no parque Roseiral (Rozenhof)!!! 😀

Com a alma reconfortada, pela simpatia e atenção com que fui recebido, e com o corpo satisfeito por um belo jantar, renovei a alma para prosseguir caminho. Com bom tempo pela manhã, melhor ainda!!!

O destino é Oostende, na Bélgica, com intenção de ficar por mais um dia, repousar do esforço dispendido na Holanda e reorganizar os proximos percursos.

A meio do percurso, num cruzamento, surpreende-me a manobra de uma carrinha, que depois de atravessar à minha frente, recua e encosta ao meu lado –  era um casal de jovens, portugueses (de Viseu), trabalhando no Luxemburgo e de férias na Holanda. Quase duas horas depois, voltei a encontrar o mesmo carro e conversámos mais um pouco, numa estrada rural, já bem perto da Bélgica, num local que seria o mais imprevisivel para nos encontrarmos!

Adiante, resolvo tomar um chazinho e quem era dono do bar … um casal de holandeses, e um dos membros do casal tem um irmão em Tavira. Grandes conversas sobre a beleza do local e algumas fotos.Também destes encontros simpáticos se faz uma viagem destas…

Chegado a Oostende, tarde e a más horas, por causa de uma interrupção de percurso que demorou cerca de duas horas (trabalho para a CMC), e, também algum desperdício de tempo com enganos de percurso, mais uma situação engraçada. Antecipada a chegada, por estar adiantado relativamente ao plano, a reserva estava para uma data posterior…

Luísa, portuguesa e gerente do hotel onde fiquei – Thevenet – com cerca de 150 anos (e que por isso mesmo padece de alguns males de idade, mas que serve muitissimo bem para a função), desenrascou-me logo ali um quarto, e lá me safei!

O dia serviu para rearruamar a roupa, secar roupa lavada que desde há alguns dias vinha apanhando chuva e portanto nunca mais secava, secar algumas outras coisas que transportadas no saco do atrelado estavam encharcadas, (a impermeabilização deixa algo a desejar por causa das costuras), e repor energias!!

Com mais um momento muito agradável, a visita da Joana Lobo, que veio de propósito de Gent para me ver e almoçar comigo! 🙂

Seguem as fotos da praxe, e …dia 30, se tudo correr bem, PARIS!

Abraços e beijinhos

João

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Holanda – parte II

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22/7

Decididamente, andar de bicicleta na Holanda não é fácil! (…e quem diria, para um país que é conhecido pelo amor ao ciclismo!) Hoje continuou a confusão! ehheeh 🙂

O percurso em si, era agradável, mas sem nada que mereça especial relevo, salvo algumas localidades marítimas que fui atravessando, e que, com a sua rusticidade própria e algumas zonas de passeio marítimo muito bonitas, davam um toque de prazer que fazia esquecer as arrelias.

E por falar em arrelias, enquanto parei para ir à casa de banho num café, pelas 9h da manhã, e já com três horas de viagem, o casaco impermeável (como sempre fixo sobre os alforges, por causa da facilidade de acesso), desapareceu!! Até pode ter sido o vento, mas o certo é que o vento não levou as calças… Enfim, vicissitudes de quem se mete em aventuras destas! De qualquer das formas, isto obrigou-me a fazer um desvio, e a comprar um impermeável de substituição, numa loja de produtos para pesca.

A arrelia inicial já passou, e não quero pensar mais nisso!! 🙂 Sem problemas de maior, cheguei ao destino, uma pequena localidade chamada Westerland, e ao Parque Wallenze. Não era um parque por aí além, mas enfim, pra terminar o dia, era o que havia. Na terra não havia restaurantes, pelo que tive de improvisar um jantar com base em pão, ovo cozido, presunto, e fruta. Ainda bem alimentado do dia anterior, em que aproveitei para comer bastante, esta refeição frugal acabou por ser suficiente!

23/7

Alvorada  bem cedinho e início do percurso pelas 6 da manhã!

Desde logo fartou-se de chover de noite, e a tenda estava bem molhada quando a arrumei. Não gosto nada, mas que remédio! Depois, ainda não tinha feito 15 km, começa a aventura! A estrada seleccionada não permitia a circulação de bicicletas, e assim, a rota do gps ficou toda baralhada! Toca de usar os mapas para reaferir percursos! De quando em quando mais uma ripada de água, pouca, mas sempre incómoda, tanto mais que o vento sempre manteve presença. Sorte que a direcção não era constante, pelo que às vezes tambem ajudava! 😉

O percurso hoje era muito extenso, cerca de 120 km, que ainda aumentaram com as confusões dos trajectos, e com a decisão de alteração do destino, tomada em cima da hora, e que acescentou mais 10 km ao trajecto inicialmente projectado. Fiz muito perto de 150 km outra vez. Curiosamente, o corpo agora já não reclama este esforço. Claro que, de vez em quando sinto “alguma fraqueza”, normalmente depois dos primeiros sessenta km, e preciso de um reforço alimentar, por volta das 9h – 9h30. Outro pela hora de almoço. E depois é seguir caminho como se ainda não se tivesse feito nada!

Mas apesar de extenso, a etapa foi muito bonita e diversificado!! Durante o dia de hoje percorri troços ao longo de um dique e de alguns canais,  atravessei cidades e um Parque Natural (que percorri durante cerca de 30 km), e por fim tive ainda direito a um troço de cerca de 10 km entre as dunas e  o mar!

Um vendaval, que nem vos digo!!! Mas como o corpo vai quente…nem a chuva incomoda!! Estava prevista uma entrevista em directo para a RTP via Skype, para o programa Portugal sem Fronteiras, mas a chuva não ajudou e sendo assim, fica para a semana que vem!

Amanhã segue-se a última etapa interna na Holanda, em direcção a Westenschowen, ainda com mau tempo, e depois no dia seguinte, chegada à Bélgica, Oostende, onde já conto ter alguma ajuda de S. Pedro! 🙂

Um abraço a todos, tem sido muito bom ler os vossos comentários!

João

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Holanda

20/6

O percurso entre Nieuweschans, a 4 km da fronteira com a Alemanha e Ternaard, revelou-se mais dificil do que o previsto. É que a normalização de regras, apesar da União Europeia, ainda tem muito que andar!! Principalmente no que ao Código da Estrada diz respeito! Por aqui, muitas das estradas nacionais são interditas ao uso de bicicleta, motorizadas e tractores agrícolas. Com a curiosidade adicional de muitas das auto estradas terem ciclovias “acopladas”, ao longo do seu percurso! Assim sendo, não tardou uma boa dúzia de kilometros para “dar com os burrinhos na água”…eheheh 🙂

E claro, alterações de percurso em cima da hora dão complicações adicionais. Para começar, o GPS deixa de ser eficaz. E, depois, claro, o percurso por estradas secundárias é sempre mais sinuoso, moroso e comprido, e torna-se necessário parar muito mais vezes para refazer a orientação. Felizmente não choveu, e, o vento soprou apenas qb para refrescar, sem prejudicar o esforço significativamente!!!

No percurso encontrei diversos ciclistas, e, claro, estamos na Holanda, canais e mais canais! Destaco uma jovem “dona de casa”, nos seu trintas, a quem pedi algumas dicas sobre o caminho. Simpaticíssima, e amante do ciclismo tanto ou mais do que eu, desde logo a preocupava imenso como é que eu iria atravessar a cidade de Groeningen, uma das maiores da Holanda, apenas com os mapas globais do país que trazia… Entre sugestões diversas de caminhos alternativos, acabámos ambos por concordar que, no ponto em que nos encontrávamos, e face ao destino previsto, essa era de facto a melhor opção. Assim, despedimo-nos, não sem antes me transmitir ma recomendação adicional para sair do percurso num determinado ponto, virar à esquerda passar por baixo da A9, atravessar uma ponte sobre um canal, seguir em frente até às localidade vizinha e virar à direita, e procurar uma dada loja, onde encontraria um mapa melhor, (incluindo identificação das ciclovias, e uma descrição mais detalhada das cidades a percorrer).

Cumprida a missão, dei com o local, mas não com a loja, claro, mas com alguma ajuda adicional dos locais, cheguei a uma livraria onde o proprietário me vendeu o mapa em causa. Ou melhor, o mais aproximado que tinha!

Regressado ao percurso de destino, encontro, agora no mesmo sentido a mesmíssima senhora a quem, ufano, cumprimento e mostro o mapa que levava sobre o saco de apoio em frente ao guiador. Quis ver o mapa, não era bem aquilo, se eu podia acompanhá-la a casa dela que era ali perto, que me mostrava o mapa em questão. Neste ponto, escusam de imaginar histórias rocambolescas, pois tratou-se de solidariedade ciclistica pura! 🙂

Lá fomos, vi o mapa de pormenor de Groeningen, e estudamos o percurso a fazer, e a senhora passou para um papel os nomes das ruas e pontos estratégicos do percurso para eu seguir. Tudo bem até que, já dentro da cidade me surge uma dúvida, e, deparei com um grupo de holandeses, que mais malandrões (percebi as risadas, mas não o conteúdo da conversa entre eles), me mandaram para um percurso diferente… Não tardou que eu desse pelo engano, que de imediato confirmei com outro natural da terra.

Nos semáforos seguintes, 10 ou 12 ciclistas parados, interpelei o que se encontrava ao meu lado. Ia com uma companheira para o mesmo destino intercalar, a terra que eu devia identificar como de referência para a saída, mas de comboio. Como ficava em caminho, fomos juntos até à estação, onde lhes tirei uma foto, e depois cada um seguiu o seu caminho, e sem maiores problemas acabei por retomar o percurso que tinha definido e rumei a Ternaard.

Um dique enorme e algumas imagens bucólicas de paisagem rural e urbana que ficam na memória, porque, com estas complicações tive de reduzir as paragens, com prejuizo para o registo fotográfico do passeio!! Mas enfim, com mais ou menos dificuldade, chegado ao destino, há que repousar para o dia seguinte!!:D

21/6

Com dois dias de “folga” face ao plano estabelecido, resolvi parar, aproveitar o bom tempo e reparar as pernas e a máquina!

8h da manhã – tardíssimo!!!! – alvorada, lavagem de roupa e revisão de percursos para os dias seguintes (tentar minimizar alterações inesperadas de trajecto).

Tive ainda tempo para trabalhar um pouco alguns assuntos municipais, repor stocks de energia, de alimentos para transportar (frutas, bolchas e sumo) e de produtos de higiene (que passado um mês já estavam a acabar)!!

Apercebi-me ainda que, desde Oslo, pedalei sem qualquer intervalo durante doze dias, com uma média superior a 100 km por dia…e dei conta que já percorri mais de metade do percurso, cerca de 2400 km, medidos no guia michelin, mas que correspondem a cerca de 3000 km realmente feitos!

Está quase a acabar!!! Hehehe! 🙂

Vamos ver como corre o resto…

Amanhã, alvorada cedo, que o percurso é longo (inclui a travessia de um dique com cerca de 30 km…), mas não espero grandes surpresas no que toca a dificuldades de percurso. Destino, Westerland, ainda no Norte da Holanda!

Seguem algumas fotos!

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Abraço,

João

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Kap Hörne

Kap Hörne - Alemanha

O dia de hoje foi tramado!

Começou bem, com o céu azul, embora ainda antes do Sol nascer, e depois foi carregando de cinzento à medida que o percurso ia decorrendo….nada de novo, portanto! Grave mesmo foi a força do vento, que teima em soprar para norte, ou seja, em sentido  contrário a grande parte do percurso que prossigo.

Não encontrei nada de muito distintivo hoje. Alguma gente simpática, e, em Bremerhaven a coincidência de em menos de 20 minutos encontrar dois portugueses!! 🙂 O primeiro identificou a bandeira no atrelado e aproximou-se quando um jovem alemão se manifestava renitente em esforçar-se para falar e perceber inglês e, com a ajuda do mapa, me mostrar o caminho para apanhar o ferry que me levaria ao troço final do trajecto de hoje, o Cabo Horne. Claro que, em duas penadas, o nosso compatriota deu-me as orientações principais, depois complementadas num semáforo encarnado, por uma senhora alemã que, de bicicleta, (nos seus sessentas…), iria para casa, e que me explicou o resto. Quase a chegar, pergunto a um local para confirmar se estou na direcção correcta, e da janela de um prédio vizinho, um estucador, português, que viu a bandeira, dá o toque final!! Estava a menos de um kilómetro do local, nums becos tortuosos que rápidamente se transpuseram! Não haja dúvidas de que “quem tem boca, vai a Roma!” 🙂

Mas falando de simpatias, devo dizer que fico com pior impressão dos alemães do que de todos os povos nórdicos com que tive contacto até agora. Mais frios, mais distantes, mais arrogantes, menos dispostos a ajudar. Com algumas simpáticas excepções, claro!

Avizinham-se dias dificeis, pelo vento e instabilidade do tempo, e também pelo percurso tortuoso e comprido das próximas etapas, mas sobretudo receio o vento, agora que a Holanda se avizinha. O que vier, se resolverá!

Amanhã, bye bye Deutschland…(quatro dias volvidos, e eis que a Holanda chega)! A primeira etapa, Nieuweschans, será mesmo junto à fronteira. Com um percurso de mais de 100 km, que só posso iniciar pelas 10h30 da manhã, conto chegar bem tarde! Lá para a noitinha. Mas, como levo dois dias de avanço relativamente ao plano, por ter dispensado dois dias de descanso – uma vez que o tempo estava ruim, não me apetecia ficar a secar um dia inteiro numa tenda- se tiver que parar agora, não há problema 😉

Abraços,

João

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Deutschland! :)

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Percorrido o primeiro dia na Alemanha, a experiência foi um pouco traumatizante!!! Num dado momento, faltavam-me 32 km para o destino, S. Peter Ording, (por sinal uma cidade de praia que merece uma visita), e, passada hora e meia de percurso, (período no qual devo ter percorrido bem mais do que 20 km; mesmo já com grande desconto), dou com uma placa a dizer S. Peter Ording – 30 km!!! Enfim…subtilezas de um país que é composto por uma malha tão intrincada de pequenas localidades que nem sequer vêem referidas nos mapas, e depois, dá nisto!

Quando reentrei na North Sea Cycle road neste dia,  em direcção a S.P.O, (tal como se lê nas placas de orientação ciclística), fui por aí fora… O problema é que, um pouco mais à frente, deparei-me com um cruzamento, com 3 ou 4 altternativas de percurso, em estradas diversas, em que nenhuma delas referia S P.O.!! Ehehe…o que fazer? Ou voltar para trás, a ver se me tinha escapado alguma indicação, ou escolher uma das opções à disposição…Optei pela última hipótese, que claramente não correu bem! 🙂

Bom… certo é que, mais tarde do que cedo e com mais uns kilómetros do que o previsto, cheguei a porto seguro! E valeu a pena, mesmo considerando a arreliadora tempestade de chuva e vento que, por toda a noite resolveu atormentar quem dorme numa tenda, com a chuva logo ali por cima da cabeça. Teste para a tenda que se portou muito bem!

Pela manhã, 5h30, alvorada de novo! E quando estava a preparar-me para iniciar viagem, a chuva parou! Abençoada ajuda para quem teve que arrumar todo o material!! Claro que continuei de impermeável dos pés à cabeça, a caminho da etapa seguinte, Wischafen. Acompanhado de chuva leve ao pincipio mas depois mais forte, até às 11 da manhã. Depois acalmia total, e o Sol a querer desponntar!

Tal acalmia deu distracção, que por sua vez deu num valente tombo, com mais umas mazelas na bicicleta pra remediar o melhor possivel, com a ajuda de um campista no destino, e também no quadricípede da perna direita! Nada que um bom Voltaren não cure, espero! Mas amanhã vai doer um bocadinho até o músculo aquecer…

A etapa hoje trouxe os primeiros diques, que me parecem de uma dimensão enorme, prenúncio da aproximação da Holanda! E acabou por terminar em Hemmor, 14 km mais próximo do destino seguinte, para evitar um desvio de 8 km (16 com o regresso ao percurso amanhã). Estou agora num parque muito giro, junto a um lago, onde se pode praticar mergulho com garrafa e passear num pequeno submarino!! Surpresas que aparecem à ultima hora e que acabam por ser interessantes! 🙂

Abraços a todos!

João

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Quase na Alemanha!!

Hoje, o dia correu bem!! Amanheceu solarengo, embora com o passar das horas, o cinza chumbo das nuvens tenha vindo a ocupar progressivamenteo o céu. Contudo, quase não choveu… chuviscou apenas, pelo que tive sorte 😉

O percurso de Torsminde para Oksbøl e daqui para Højer é fantástico e pontuado por diversas localidades de uma beleza marcante.

A meio do dia conheci o Jean Claude, 61 anos, casado, com dois filhos e quatro netos, o maior com dez anos. Está na estrada há 3 meses: foi até ao North Cape de bicicleta, desde casa (a cerca de 200 km de Paris), e está agora de regresso!! Partilhámos uma mesa de esplanada num quiosque de estrada, e bebemos uma cola cada um, enquanto falávamos das nossas experiências, das nossas bicicletas e equipamento, e dos projectos que nos tinham trazido ali.

Partimos cada um para o seu lado, e espantosamente, o destino juntou-nos de novo no Camping de Tønder!! Na verdade eu não devia ter vindo parar aqui, deveria ter terminado a etapa em Højer, 15 km atrás, mas apeteceu-me conhecer a cidade de Tønder, satisfeito e cheio com as visitas e paisagens rurais, marítimas e urbanas que atravessei durante o dia.

Assim, fiquei apenas a 7 km da Alemanha, onde deverei entrar pelas 6h da manhã!

Quanto ao Jean Claude,acabámos a partilhar um razoável arroz de atum, cozinhado por mim, e um pouco de tudo o que trazíamos. Ahhh, bem como tomates oferecidos por um casal dinamarquês, orgânicos e sem químicos (os tomates, não os dinamarqueses, hehehe), acabadinhos de trazer por uns amigos que tinham chegado 20 minutos antes, vindos da Polónia. Saborossísimos, daqueles que agora se apanham pouco nos supermercados!

E está feito o dia. E já não sei quantos km foram já percorridos, mas aqui continuo mens sana in corpore sano: fisicamente muito bem, e psicológicamente, “5 estrelas”! 🙂

Amanhã, vamos conhecer a Alemanha!

Vão mais umas fotografias!

Abraços a todos,

João

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